Veja 10 curiosidades sobre o hipismo e sua história

Vamos começar com uma curiosidade que mesmo que você saiba, talvez não tenha pensado nisso antes. O hipismo é o único esporte olímpico da atualidade que permite a prática das habilidades de um atleta com o desempenho de um animal, no caso, o cavalo.

Assim, é aquela frase que todo atleta do hipismo gosta de falar: “dois corações batem junto em busca de um mesmo objetivo”. Aliás, falando em Olimpíadas, a modalidade esportiva está presente nos Jogos há mais de 100 anos e é uma das provas mais tradicionais. 

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Foto: (reprodução/internet)

1 – Como surgiu o hipismo

As pesquisas mais recentes sobre o assunto afirmam que o esporte surgiu a partir de um costuma de nobres europeus, especialmente os ingleses, que praticavam a caça à raposa. Era nesse momento que os cavalos precisavam desempenhar bons fundamentos.

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Por exemplo, saltar troncos, correr em riachos, atravessar barrancos e até mesmo vencer obstáculos que os caçadores encontravam pelas florestas. Em termos de competição, o hipismo ganhou força foi no século 20, com a criação das provas com obstáculos para saltos.

Hoje, o esporte olímpico tem como base o resultado que vem da integração entre cavaleiro e cavalo. Mas, vale lembrar que no decorrer do tempo o comportamento da prática foi mudando para que se alcançasse melhor desempenho no final das provas. 

2 – O hipismo como esporte olímpico

Retomando um pouco do que já falamos na introdução do texto, saiba que o hipismo foi apresentado como esporte de demonstração em 1896 em Atenas. Mais tarde, em 1912 em Estocolmo, ele entrou como modalidade oficial dos Jogos Olímpicos. 

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Foto: (reprodução/internet)

Até hoje é um esporte que pode ser praticado por homens e mulheres com as mesmas possibilidades de vitória. O que é bem diferente de outros esportes, onde a performance masculina é considerada diferente devido a força física. 

Sem divisão por gênero sexual, as categorias se dividem conforme a idade, sendo de 2 em 2 anos até os 18 anos. Após isso, eles se tornam seniores. Vale lembrar que cada competidor pode ter a sua especialidade, como vamos falar abaixo.

3 – As especialidades do hipismo 

Atualmente, além da divisão por faixa etária e não por gênero sexual, saiba que esse esporte equestre é dividido entre especialidades. Por exemplo, tem o adestramento, onde o cavalo executa movimentos junto com o cavaleiro.

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Tem o concurso completo de equitação, que acontece durante três dias com provas de adestramento, corrida no campo com obstáculos e provas de resistência. Também tem o endurance, saltos e tudo isso dividido entre o quadro individual e de equipes. 

Vale lembrar que nas primeiras edições, havia ainda provas de volteio, salto em altura e salto em distância, mas isso só aconteceu por algumas vezes e não permanece até as edições atuais. No quadro geral de medalhas, temos alemães, suecos, franceses, britânicos, americanos, etc.

4 – Os saltos

A partir daqui a gente vai detalhar um pouco mais cada especialidade. Os saltos representam um tipo de disciplina que consiste na realização de uma prova com percurso que tenham obstáculos espalhados por toda a pista e, obviamente, devem ser superados pela equipe.

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Assim, a ideia é simples na prática: saltar os obstáculos no tempo estabelecido e com o menor número de penalidades possível. Existem várias regras para isso acontecer e aqui é que vem o grande desafio das provas de saltos.

Por exemplo, o percurso pode ter entre 12 a 16 tipos diferentes de obstáculos e cada um dos erros cometido contam como ponto negativo. No final das provas, vai sair vencedor quem tiver menos pontos negativos ou penalizações. Entendido? Vamos ao próximo.

5 – O adestramento

Na linguagem oficial, a prova de dressage quer dizer algo como mostrar o desenvolvimento dos movimentos naturais do cavalo. Ou seja, andar, trotar e galopar. É um tipo de apresentação de gala, se a gente pode usar essa analogia.

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Foto: (reprodução/internet)

O animal tem que transmitir uma imagem confiante e de harmonia com a comunicação do atleta. Também é preciso cumprir várias regras para conseguir pontuar. As provas são feitas em áreas abertas ou pistas fechadas e existem as manobras obrigatórias. 

Depois, a avaliação acontece a partir de 3 e até 5 juízes, que ficam distribuídos pelo percurso da prova. Os movimentos devem ser memorizados e executados entre cavalo-condutor. As disputas variam conforme idade dos atletas e dificuldade das provas. 

6 – CCE (Concurso Completo de Equitação)

Por último, essa modalidade, que exige dos competidores a prática de três modalidades completamente distintas, sendo dressage, cross country e jumping. É um tipo de prova que acontece em três dias seguidos, um para cada disciplina dessas que falamos.

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Logo, a ideia é ir acumulando pontos para ter o vencedor no final da disputa. Também há regras a serem seguidas, como seguir padrões de movimentos, fazer 40 saltos em obstáculos com vários níveis de dificuldade e pular cercas móveis. 

Outra coisa é sobre a pontuação, que acontece da forma que você pode imaginar: os pontos vão sendo abatidos conforme as punições. E no fim vencerá a dupla que tiver menos erros, isto é, mais pontos mantidos durante todas as provas realizadas. 

7 – O hipismo como esporte paralímpico

Já no caso do esporte dentro dos Jogos Paralímpicos, considere que a modalidade é disputada por atletas que têm deficiência visual ou fisiocomotora. Isto é, atletas paralisados, com deficiência nos membros inferiores ou de baixa estatura. 

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Foto: (reprodução/internet)

Nesse caso, as provas acontecem conforme a deficiência e eles são julgados pela capacidade equestre que é demonstrada ali. Há níveis de classificação, provas em equipe e no estilo livre. Elas podem ser acompanhadas por músicas ou apresentar padrões de movimentos específicos. 

Cada detalhe das provas tem avaliação feita por um total de 5 juízes, que vão determinar a nota média de cada atleta condutor. Vale lembrar que costuma ser um dos esportes mais emocionantes dos jogos porque surpreende pelo resultado final. 

8 – Os dados mais impressionantes do hipismo nos Jogos

Os atletas do hipismo recebem o nome de cavaleiros e as atletas de amazonas. Isso vale para todas as modalidades, disciplinas ou especialidades do esporte. As mulheres iniciaram as competições na Edição Olímpica de 1952, em Helsinque. 

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Foto: (reprodução/internet)

Ainda sobre os dados curiosos, considere que o cavaleiro mais velho a disputar a modalidade de Adestramento dos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Já a amazona Lorna Johnstone é considerada a mulher mais velha, que disputou em 1972 os Jogos e tinha 70 anos. 

Já a primeira disputa de Adestramento Paraequestre aconteceu nos Jogos Paralímpicos de Nova Iorque, no ano de 1984. Esses dados são bastante interessantes porque mostram a tradição e a importância do esporte para o mundo todo. 

9 – O pentatlo moderno 

Atualmente, a gente tem o pentatlo moderno como uma das competições dos Jogos Olímpicos. E ele também tem o uso de animais e condutores, mas continua sendo o hipismo. Como assim? É fácil entender, veja só em alguns detalhes.

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Foto: (reprodução/internet)

O pentatlo contemporâneo é uma modalidade olímpica que é praticada por mulheres e homens, seja individuais como em equipes. Ele é composto por 5 modalidades diferentes, sendo hipismo, esgrima, natação, tiro esportivo e a corrida. 

Logo, vai vencer aquele que tiver o melhor desempenho na soma final das provas. Como é um esporte em conjunto e que exige várias modalidades, o vencedor é considerado o atleta mais completo dos Jogos Olímpicos, entendeu? O pentatlo existe desde 708 a.C., na Grécia Antiga. 

10 – O hipismo no Brasil

No Brasil, o primeiro registro de uma competição oficial que se tem notícia é de 1641, quando um holandês criou a prova. Ela acontecia em Recife, Pernambuco e tinha a assinatura de Maurício de Nassau. Haviam cavaleiros holandeses e franceses, além de brasileiros. 

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Foto: (reprodução/internet)

Foi em 1911, porém, que os primeiros clubes hípicos começaram a nascer por aqui. Hoje, o esporte tem coordenação da Confederação Brasileira de Hipismo e é auxiliada pelas federações estaduais. Assim, é um esporte respeitado e bastante amplo.

Já em termos de Jogos Olímpicos, o Brasil possui até aqui 3 medalhas em esportes equestres. Logo, foi uma de ouro no Salto Individual com o Rodrigo Pessoa em 2004. Depois, temos duas de bronze no Salto por Equipe, sendo em 1996 e 2000.

Bônus: O hipismo não vai mais fazer parte dos Jogos?

No último ano, um monte de notícias sobre a exclusão do hipismo nos Jogos Olímpicos aconteceu. E nós vamos comentar sobre isso. O que aconteceu é que devido a casos de agressões a cavalos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) recebeu um pedido de exclusão.

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Foto: (reprodução/internet)

O pedido foi feito pela ONG Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), sendo que a motivação se deu através de maus-tratos sofridos pelos animais durante os Jogos Olímpicos que aconteceram em Tóquio. O principal tem a treinadora Kim Raisner como alvo.

Bônus 2: Quanto custa uma aula de hipismo

Outra coisa curiosa, agora para fechar o texto, é que infelizmente o hipismo não é um dos esportes mais acessíveis dos Jogos. Para se ter uma ideia, o competidor precisa pensar e planejar os custos com o animal e com os treinamentos.

No caso dos treinos, as aulas semanais de 1 hora custam acima de R$ 500, por exemplo. Para quem vai fazer duas aulas na semana, o preço pode ficar próximo dos R$ 1 mil no mês. Mas, tudo isso depende de parcerias, patrocínios e até mesmo da profissionalização dos atletas.