Tóquio 2021 – Os nomes mais cotados para assumir a seleção feminina de vôlei

Os Jogos Olímpicos são vistos como a competição mais importante para diversas modalidades, como o vôlei. O momento é especial pois marca um ciclo de quatro anos de trabalho com a finalidade de levantar a bandeira brasileira em primeiro lugar do pódio.

Para isso, atletas são estudados durante todo o ciclo olímpico formas de serem bem selecionados por seus devidos técnicos. A seleção brasileira feminina de vôlei está em transição de elenco e, então, ainda tem o seu grupo incerto. Nós, da equipe Adireto Brasil, separamos as principais apostas das escolhas de Zé Roberto para Tóquio 2021.

Tóquio 2021 - Os nomes mais cotados para assumir a seleção feminina de vôlei
Macris levantando, enquanto atacantes se posicionam para o ataque. (Fonte: Reprodução/Internet)

Olimpíadas de Tóquio poderão ser superação para Rio 2016

A seleção brasileira de vôlei busca mais um título em Tóquio 2021. As Olimpíadas foram adiadas por conta da pandemia do novo coronavírus. Até o momento, ainda correm o risco de serem canceladas, mesmo que tudo indique que realmente irão acontecer.

Tóquio 2021 - Os nomes mais cotados para assumir a seleção feminina de vôlei
Fonte: (Reprodução/Internet)

A equipe masculina vem de mais uma medalha de ouro conquistada na Rio 2016, enquanto a feminina se apresentará com o gosto amargo da eliminação pela poderosa China da ponteira Zhu Ting.

A formação do time masculino é mais certa por conta dos excelentes resultados das últimas competições. No entanto, o elenco feminino é o mais incerto por conta de altas e baixas que as atletas apresentam, além de que José Roberto Guimarães não costuma dar certeza. 

Estádio do vôlei em Tóquio

As construções em Tóquio nunca pararam. A Ariake Arena será o palco de todas as disputas do vôlei mundial. O ginásio poliesportivo foi criado para atender o vôlei e o basquete em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos. Confira imagens da estrutura:

Tóquio 2021 - Os nomes mais cotados para assumir a seleção feminina de vôlei
Fonte: (Reprodução/Internet)

A Arena tem capacidade para receber 15 mil torcedores. A maior questão é como a organização do megaevento conseguirá colocar tantas pessoas na arquibancada.Agora, te convidamos a acompanhar a lista que analisa as jogadoras mais cotadas, de acordo com as suas performances e a nossa análise. 

Ponteiras – Confira possíveis nomes e lances das jogadoras em vídeo

É importante ressaltar que as Olimpíadas só permitem 12 atletas para cada time de vôlei. Geralmente, Zé Roberto convoca 4 ponteiras para assumir a posição de ponteira. Em Rio 2016, foram selecionadas Natália, Fernanda Garay, Jaqueline e Gabi.

Natália Zilio

A ponteira brasileira iniciou a sua carreira em Santa Catarina, logo ingressou em um dos maiores clubes do Brasil, o Osasco conta de uma carta enviada por sua mãe ao treinador da equipe, Luizomar de Moura.

A atleta esteve na Seleção Brasileira desde as categorias de base, chegando a conquistar um ouro olímpico em Londres 2012. Na temporada 2018/19, atuou pelo Minas TC, comandando a virada do time na semifinal do Mundial de Clubes, contra o Eczacıbaşı VitrA, um dos favoritos à competição. Assista a alguns lances da jogadora:

Após a sua atuação de fala no Mundial, foi contratada pelo próprio Eczacıbaşı VitrA para a temporada 2019/20. Natália ainda se encontra na Europa, mas no Dynamo Moscow. Por conta de sua experiência com a Seleção e sua constante evolução pré-Tóquio, a ponteira deve aparecer na lista do Zé Roberto. 

Gabi Guimarães 

A ponteira Gabi é outra atleta que deve estar na lista de convocadas. A atleta esteve com a Seleção Brasileira desde o juvenil, conquistando a sua primeira medalha com a camisa amarela no Sul-Americano Infanto-Juvenil de 2010. Confira algumas das últimas jogadas dela:   

Mesmo com uma altura considerada baixa pelos moldes do vôlei profissional, Gabi é muito competente no passe e no ataque. Em 2018/19, fez parte do Minas TC, com a ponteira Natália.

A dupla demonstrou força no Mundial de Clubes do ano, fazendo com que a mesma fosse contratada pelo VakifBank. Depois, Gabi passou a jogar na Turquia na temporada 2019/20, e renovou para 2020/21. Com um estilo de jogo mais veloz, a atleta joga o novo estilo do vôlei com maestria. 

Ponteiras que estão mais incertas

Todas as escolhas ainda são incertas. No entanto, a posição de ponteira é avaliada em muitos requisitos pela comissão técnica brasileira, como as qualidades de ataque, passe, defesa e outros. Desse modo, algumas jogadoras terão que brigar mais  pela posição.

Amanda Francisco

Amanda tem feito parte do ciclo olímpico representando a Seleção Brasileira em diversas competições. A jogadora divide a torcida por alguns não gostarem do estilo de ataque dela, que geralmente é voltado para exploração de bloqueio.

No entanto, é inegável que a atleta acrescenta ao fundo de quadra, além de que, mesmo que sejam pontos utilizando a mão do adversário, ainda são pontos para o Brasil. Assista à atuação da atleta na VNL 2019 no vídeo acima.

Fernanda Garay

Garay foi campeã olímpica em Londres 2012. Além disso, possui diversos títulos em seu currículo, tornando incontestável o seu talento nas quadras. A atleta sempre se mostrou consistente nas partidas mais difíceis. Quem não se lembra de seu saque virando o placar de Rússia x Brasil em Londres 2012?

De qualquer modo, é entendível que as atletas mais jovens do ciclo estejam crescendo ou até mesmo atingindo os seus pontos mais altos da carreira. Por isso, a convocação da jogadora ainda é incerta, já que não sabemos se o Zé Roberto optará por uma ponta equilibrada entre mais experientes e atletas em seus picos de performances. 

Ana Cristina 

Ana Cristina acabou de chegar à Superliga Feminina, a liga brasileira. A menina possui apenas 17 anos de idade e conta com 1,92 m. A ponteira já tem passagem pelas categorias de base. No Mundial Sub-18, realizado em 2019, a atleta foi eleita como melhor ponteira da competição.

Pela Superliga tem mostrado grande poder no saque e no ataque. De qualquer forma, acredita-se mais na ponteira assumindo a Seleção em Paris 2024 por conta de alguns ajustes que a farão mais preparada. Contudo, nunca se sabe se Zé Roberto trará alguma surpresa. Confira alguns ataques dela no Mundial no vídeo acima

Outras opções

A posição da ponta ainda possui muitas opções. Gabi Cândido e Drussyla são nomes que podem pintar na Seleção. O que se sabe, de fato, é que o treinador terá muitas dificuldades na escolha das jogadoras para a posição.

Levantadoras – Veja quais são os nomes mais cotados e os melhores lances

As levantadoras precisam ser escolhidas com muito cuidado, visto que elas são quem comandam o jogo. O ciclo olímpico tem ocorrido com passagens de duas levantadoras em específico, mas outras não são descartadas.

Macris Carneiro

Macris é a levantadora do Brasil, até o momento. A atleta sempre foi muito competente em todos os times que passou, mas demorou a ser reconhecida por seu potencial. Em 2014, foi convocada à Seleção para disputar o Grand Prix de 2015. Assista algumas jogadas da atleta: 

Atualmente, Macris possui o melhor estilo de jogo adequado ao modelo de rapidez que o vôlei mundial utiliza. A levantadora é conhecida por deixar atacantes com o bloqueio simples ou até mesmo sem ele, além de ter um bom levantamento com uma mão e bolas de segunda imprevisíveis. 

A atleta esbanja prêmios individuais, já tendo sido considerada a melhor levantadora da Superliga por 5 vezes, além de um MVP, que consagra a melhor jogadora da competição. Em 2018, foi melhor levantadora do Mundial de Clubes e Sul-Americano de Clubes. Em 2019, também recebeu a nomeação no Sul-Americano e na Liga das Nações. 

Roberta Ratzke

Roberta também tem assumido a posição de levantadora na Seleção Brasileira há um tempo. A atleta já conduziu o Brasil à vitória de diversos campeonatos, como os Grand Prix de 2016 e 2017

Possui prêmios individuais como melhor levantadora pelo Sul-Americano de Clubes de 2017, pela Superliga 2017/18 e muitos outros. Foi responsável por reconfigurar a posição no Rio de Janeiro. Atualmente atua pelo Osasco, tendo feito boas partidas.

Zé Roberto acha interessante o jogo da Roberta por conta de que ela executa as bolas por ele pedidas, além de ter um saque consistente, ter uma boa defesa e um bom bloqueio por ser alta. Acima estão alguns de seus lances.

Fabíola Almeida

Fabíola é uma levantadora da geração passada, mas que ainda apresenta um bom volume de jogo. A atleta já representou a Seleção em títulos como o Grand Prix de 2014 e os Jogos Pan-Americanos de 2011.

Também com diversos prêmios individuais pela sua posição, Fabíola já atuou no vôlei internacional. Na preparação de Tóquio, a jogadora ainda está tentando pegar um ritmo melhor. A possibilidade dela pintar na lista de convocadas vem de que o Zé pode querer equilibrar a equipe, entre uma atleta com menos passagem e uma experiente.

Outra opção

Dani Lins também pode estar na lista de Tóquio, visto que ela acompanha, com maestria, a Seleção há muito tempo. Resta saber se a jogadora consegue chegar em alta performance no megaevento.

Centrais/Meio que poderão ser chamadas

As centrais exercem uma função essencial no sistema defensivo e ofensivo do jogo. Nem todas as bolas são defensíveis pelo fundo de quadra, mas o bloqueio tem um grande poder de barrá-las. Além disso, o ataque dos centrais costuma ser muito efetivo. No Brasil, temos muitas opções para esta posição.

Thaísa Daher

A central tem tudo para ser convocada. Thaísa é bicampeã olímpica, sempre representando o Brasil com a garra que só ela tem. A jogadora é conhecida por não deixar nenhum adversário confortável no ataque, com um dos melhores bloqueios do mundo.

Em sua posição, poucas se igualam. Thaísa ataca com excelência, bloqueia alto e no tempo certo, além de ter um bom saque. Mesmo após uma grave lesão quando atuava pelo Vitra, permaneceu em alta performance. 

Mayany

A nova central estreou recentemente no vôlei adulto. Após atuações na categoria de base da Seleção Brasileira, Mayany ingressou na Superliga Feminina mostrando muita potência. A atleta bloqueia alto e tem um ataque forte.

Ela faz parte do grupo que deve ser lapidado para Paris 2024. Contudo, os últimos testes com a atleta na Seleção principal e as suas atuações pré-Tóquio, não a excluem da possibilidade de estar nos Jogos.

Ana Carolina 

A central também participou do ciclo com a Seleção Brasileira. É campeã dos Grand Prix de 2014 e 2017, além de outros também defendendo a camisa do Brasil. Carol é conhecida por ter um bloqueio bom e rápido. Os seus ataques também são consistentes.

Adenízia

A meio do Brasil já acompanha a Seleção há um bom tempo. Inclusive é dona de um ouro olímpico em Londres 2012. A central faz uma boa rede de dois e se destaca por sua agitação e bons bloqueios

Outras opções

Zé Roberto Guimarães têm que formar uma equipe com centrais de rede de 2 e 3. Thaísa, Mayany e Ana Carolina são bons nomes da rede de 3. Outra central que entra na briga por essa mesma rede é a Mara. A jogadora não é tão eficiente no bloqueio, mas os seus ataques costumam ser efetivos quando ela joga com a Macris.

Já pensando em uma rede de 2, Bia é outra que tem muitas chances. O seu jogo é equilibrado, com muitos ataques e bloqueios. Ainda, outro motivo de Zé a escolher é porque ela esteve durante o ciclo.

Nomos para a posição de opostas

A disputa pela posição está bem dura. Geralmente, o Zé Roberto convoca apenas 1 oposta. No entanto, o momento mostra 3 atletas com grande potencial.

Tandara Caixeta

Tandara é o principal nome para assumir a posição. A atleta é eficiente em seus ataques potentes e suas ações de defesa. Além de ser campeã olímpica, a jogadora já teve diversas passagens pela Seleção Brasileira.

A oposta é conhecida por marcar muitos pontos, requisito básico para a posição. O seu último prêmio individual foi como a melhor oposta da Liga das Nações de 2018. O trabalho da jogadora pelo Osasco, clube em que joga durante a preparação de Tóquio, está sendo muito competente. 

Rosamaria

Rosamaria esteve em parte do ciclo. A atleta atua, anteriormente aos Jogos, no Casalmaggiore, pela liga italiana. O destaque da jogadora está sendo na quantidade de pontos que ela passou a marcar. Rosamaria vive uma grande fase.

Lorenne Teixeira

Lorenne é uma das jovens opostas do Brasil. Zé Roberto tem testado a atacante que tem uma potente diagonal, esta que ignora muitos bloqueios. Lorenne foi vice pelo Brasil na Liga das Nações de 2019 e medalhista de ouro no Sul-Americano de 2019, inclusive ganhando o MVP na ocasião.

Líberos: nomes para a posição, confira os lances

A posição líbero é uma das mais disputadas, pois a maioria das seleções podem levar apenas uma atleta. No período que antecede Tóquio, uma líbero que acompanha a Seleção há um bom tempo tem se destacado em detrimento às outras.

Camila Brait 

A líbero tem muita chance de ser selecionada pelo Zé. A atleta já sofreu dois cortes olímpicos, mesmo tendo atuado muitas vezes para defender a camisa amarela. A diferença é que agora não há líbero com melhor performance do que ela. A jogadora tem recepcionado muito bem, além de estar defendendo com maestria. 

Nyeme Costa

A líbero Nyeme é muito nova, claramente com grande condição de estar em Paris 2024. Não a desconsideramos em Tóquio, pois ela é a segunda líbero, na Superliga que antecede os Jogos Olímpicos, que melhor está jogando. A característica de jogo que a faz única é a ousadia em algumas jogadas.

Data de Tóquio 2021

Zé Roberto Guimarães terá a missão de montar uma equipe capaz de derrubar a Sérvia de Tijana Bošković e Ognjenovic, a Itália de Egonu, a China de Zhu Ting e os Estados Unidos de Hill. Vale ressaltar que todas as seleções das Olimpíadas vêm fortes, então, de qualquer modo, o Zé tem um grande trabalho pela frente.  

Os Jogos de Tóquio estão marcados para o dia 23 de julho até 8 de agosto. A seleção feminina entrará em quadra em busca do terceiro ouro brasileiro.