Confira a lista oficial de todos os mascotes dos Jogos Olímpicos

O mascote olímpico é uma espécie de desenho que serve para representar os Jogos Olímpicos de determinado ano. Isso tem a ver com a ligação sobre a cultura e história daquele país que está organizando e sendo sede do evento. 

A ordem está do ano mais recente para o mais antigo. Sendo que é importante se lembrar de que os Jogos Olímpicos começaram, de fato, em 1896. Porém foi só em 1972 que os mascotes começaram a aparecer de forma oficial. Na edição anterior, ele apareceu como teste. 

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Foto: (reprodução/internet)

2020 – Miraitowa (Tóquio, Japão)

A primeira citação que temos aqui é do último mascote criado, que foi feito para os Jogos de Tóquio. O Miraitowa veio de um concurso com mais de 2 mil envios. O vencedor foi um robô, que representa muito a indústria tecnológica do país. 

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Foto: (reprodução/internet)

O nome dele vem da junção de mirai e towa, que une futuro e eternidade. Na descrição oficial, simboliza o velho e o novo. O mascote foi escolhido conforme a cultura japonesa e suas crenças. Ficou interessante, né?

2016 – Vinícius (Rio de Janeiro, Brasil)

No Rio de Janeiro, no ano de 2016, na primeira edição das Olímpiadas que aconteceram na América do Sul, o Vinícius foi a criação do mascote. E o nome você sabe de onde vem, não é? É uma assinatura do nosso músico Vinícius de Moraes

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Foto: (reprodução/internet)

Já o animal reúne a agilidade da espécie felina, a leveza dos pássaros e a ginga dos macacos. Durante a explicação, o mascote ainda uniu o Pão de Açúcar, o Maracanã e o Corcovado que são símbolos da cidade carioca. 

2012 – Wenlock (Londres, Inglaterra)

Em Londres, a gente teve um mascote que misturou criatividade com desenho e história. Também não foi dos animais mais fofinhos. Porém, é algo a ser contemplado. Ele foi objeto de criação do escritor infantil Michael Morpurgo.

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Foto: (reprodução/internet)

O desenho representa uma gota de aço, que foi usado na construção do Estádio Olímpico. O nome dele é Much Wenlock, que foi um lugar visitado pelo Barão de Coubertin e onde assinou a criação das Olimpíadas na Era Moderna.  

2008 – Bei, Jing, HuanHuan, Ying e Ni (Pequim, China)

Essa foi a primeira vez que uma família inteira de mascotes apareceu nos Jogos. Aliás, eles ficaram conhecidos por fazerem parte da cerimônia de abertura mais cara da história e com um revezamento de tocha olímpico com mais condutores.

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Foto: (reprodução/internet)

Os mascotes eram cinco, sendo que a primeira silaba de cada nome formava a frase “Pequim lhe dá boas vindas”. Coletivamente, o nome do grupo era fuwan, algo como “crianças da sorte”. Ficou bem criativo.

2004 – Phevos e Athena (Atenas, Grécia)

Uma duplinha que marcou os Jogos de Atenas. Os mascotes gregos homenagearam justamente a mitologia do país, uma das mais fortes no mundo. Agora, de fato, eles não eram muito carismáticos, né. 

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Foto: (reprodução/internet)

Mas o que importa mesmo é que Athena era a deus da sabedoria e que deu nome a cidade-sede das Olimpíadas. Phevos era o nome de Apolo, o deus da luz e da música. A inspiração foi feita por S. Gogos e veio da “aitala”, uma boneca terracota encontrada em escavações. 

2000 – Syd, Olly e Millie (Sidney, Austrália)

Foi em 2000 que houve outra mudança do que havia sido comum até então. Se antes havia um único mascote representando os países sede dos Jogos, agora, na Austrália, teve um trio, formado pelos nativos de lá.

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Foto: (reprodução/internet)

Entre eles, um pássaro kookaburra, um ornitorrinco e uma equidna. Assim, os nomes deles também possuem significado. Syd é o diminutivo de Sydney. Olly é derivante de Olimpíada. Já Millie é uma homenagem ao novo milênio

1996 – Izzy (Atlanta, Estados Unidos)

A partir daqui vamos falar de vários animais. Até 1992, todos os mascotes eram bichos. Só que em 1996, veio a Izzy, que não é bem um animal. Na verdade, ninguém sabe até hoje o que ela é, sendo uma mistura de tantas coisas.

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Foto: (reprodução/internet)

Tanto é que o nome Izzy é uma abreviação para “Whatizit”, que é “What’s it” e significa exatamente “O que é isso”. O desenho surgiu após avaliação de várias propostas e foi uma criação do estúdio Designefx. 

1992 – Cobi (Barcelona, Espanha)

Após o Waldi, duas décadas distantes, outro cachorrinho voltou a fazer parte dos mascotes dos Jogos. Agora, o Cobi, um cãozinho de designer moderno e de fácil pronúncia. Quem criou foi Javier Mariscal, que ilustrou a cidade de Gaudí, só que com visual mais moderno.

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Foto: (reprodução/internet)

Ele se tornou um pet dos mais fofinhos das Olimpíadas. Cobi é um cachorro da raça pastor alemão. Segundo o Comitê Olímpico Internacional, ele foi um dos mascotes mais populares e lucrativos das Olimpíadas.

1988 – Hodori (Seul, Coréia do Sul)

O tigre coreano é o Hodori. Curiosamente, houve uma espécie de maratona até a escolha dele. Isso porque havia prêmio em dinheiro para quem tivesse o desenho escolhido. Foram mais de 4 mil inscrições. 

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Foto: (reprodução/internet)

O tigre faz parte do folclore do país e representa o espírito de luta. O nome veio de mais de 6 mil opções e mistura horangi e dori, que significam tigre e pequeno garoto. Interessante também, né?

1984 – Sam (Los Angeles, Estados Unidos)

Em Los Angeles, a ideia também era ter um urso. Porém, como ele já havia sido representado na Rússia, os Estados Unidos optou pela águia, que é uma ave americana. Convenhamos que o mascote não poderia ter mais a cara dos EUA.

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Foto: (reprodução/internet)

O nome Sam tem conotação política, já que remete ao Tio Sam, famoso personagem dos cartazes referentes ao Exército do país. A criação é do Bob Moore, o mesmo que fez o Pato Donald

1980 – Misha (Moscou, Rússia)

Dessas primeiras edições, a Misha talvez tenha sido a mais famosa. Ela era uma ursinha, que foi considerada uma celebridade na história dos Jogos. O mascote tinha algo diferenciado e que estava ligado diretamente às competições.

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Foto: (reprodução/internet)

Isso porque tem uma imagem onde ela lacrimeja, quando o evento chegava ao fim, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos. Era uma ursinha que se tornou símbolo comercial no mundo todo. O nome por trás é de Victor Chizhikov, um ilustrador de livros infantis. 

1976 – Amik (Montreal, Canadá)

Uma edição depois, no Canadá, também tivemos outro mascote de sucesso. E, de novo, um animal. O Amik era um castor, muito comum em cidades canadenses. Ele é nativo de lá e também tem características importantes no esporte.

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Foto: (reprodução/internet)

Por exemplo, a paciência e o trabalho duro porque se esforça muito para conseguir as barragens onde vive. O nome Amik significa castor na língua algonquin, as mais difundida entre os índios canadenses. 

1972 – Waldi (Munique, Alemanha)

O primeiro mascote oficial de uma Olimpíada foi o Waldi. Ele era um cachorrinho da raça dachshund, comum na Alemanha. Se você não conhece a raça, lembre-se do “salsicha”, que nós brasileiros o apelidamos. É ele mesmo. 

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Agora, além de ser comum por lá, o pet ainda tem características importantes para atletas, tais quais as resistência, a tenacidade e a agilidade. O desenho é de Otl Aicher, um designer alemão que fez o mascote se tornar ícone comercial. 

O mascote não-oficial de 1968 – Schuss (Grenoble, França)

Foi no ano de 1968 que o Schuss apareceu para ser o primeiro mascote dos Jogos. Obviamente, ele não era um desenho ou uma figura oficial porque tudo ainda não se passava de um teste e que como vimos acima deu muito certo.

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Foto: (reprodução/internet)

A questão é que ele foi usado nos Jogos Olímpicos de Inverno, mas que serviu como base para os Jogos de Verão também. O mascote era um pequeno homem sobre esquis e que foi desenhado por Mme Lafargue. É considerado o primeiro mascote da história dos Jogos. 

Outros mascotes olímpicos, só que de inverno

Bom, você viu que foi um mascote de inverno que deu a ideia da criação dos personagens. E acima citamos todos que são das Olimpíadas de Verão, que é o evento mais conhecido. Porém, também temos os jogos de inverno, como você bem sabe. Confira os mascotes desses Jogos:

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Foto: (reprodução/internet)

Confira os mascotes desses Jogos:

  • 1968 – Schuss (Grenoble, França);
  • 1976 – Schneemann (Innsbruck, Áustria);
  • 1980 – Roni (Lake Placid, Estados Unidos);
  • 1984 – Vucko (Sarajevo, Bósnia e Herzegovina);
  • 1988 – Hidi e Howdy (Calgary, Canadá);
  • 1992 – Magique (Albertville, França);
  • 1994 – Haakon e Kristin (Lillehammer, Noruega);
  • 1998 – Snow Owls (Nagano, Japão);
  • 2002 – Lebre, Coiote, Urso (Salt Lake City, Estados Unidos);
  • 2006 – Neve e Giz (Turim, Itália);
  • 2010 – Miga, Quatchi e Sumi (Vancouver, Canadá);
  • 2014 – Bely Mishka, Snow Leopard e Zaika (Sóchi, Rússia);
  • 2018 – Soohorang e Bandabi (Pyeongchang, Coreia do Sul).

Ah, e vale mencionar ainda que além dos Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão, sem contar com o teste feito em 1968, ainda teve mais mascotes nos Jogos da Juventude. Veja no último tópico.

Os mascotes dos Jogos Olímpicos da Juventude

Assim sendo, considerando os Jogos Olímpicos da Juventude, teve as edições de 2010, 2014 e 2018 na competição de verão. Sendo que o próximo evento está marcado para acontecer em Dakar, no ano de 2026.

  • Jogos da Juventude de Verão de 2010 em Singapura – Lyo e Merly;
  • Jogos da Juventude de Verão de 2014 em Nanquim – Nanjinglele;
  • Jogos da Juventude de Verão de 2018 em Buenos Aires – #Pandi;
  • Jogos da Juventude de Inverno de 2012 em Innsbruck – Yoggl;
  • Jogos da Juventude de Inverno de 2016 em Lilehammer – Sjogg;
  • Jogos da Juventude de Inverno de 2020 em Lausana – Yodli.

Já nos jogos da juventude de inverno, tiveram as edições de 2012, 2016 e 2020, sendo que os próximos estão marcados para 2024. Acima, temos a lista dos mascotes desses jogos da juventude também, veja na listagem.